Presidente do Paysandu rechaça qualquer possibilidade de deixar o cargo antes do fim do mandato
O presidente Luiz Omar Pinheiro esteve no começo da tarde na TV Liberal para entrevista ao vivo no Globo Esporte. Na conversa com o jornalista Carlos Ferreira, admitiu que o déficit esse ano foi o maior desde que está no clube, em 2007 como diretor de futebol e partir do ano seguinte já como presidente. Em 2011 o prejuízo foi, de acordo com o presidente, de R$ 1,2 milhão, com faturamento no mesmo período de R$ 5 milhões. Parte desse prejuízo vem do bloqueio de 50% dos patrocínios por parte da Justiça Trabalhista.
Pinheiro garantiu que essas dívidas serão pagas até o final do ano e, algo que a maior parte da torcida quer saber - não necessariamente satisfeita com a resposta -, garantiu que permanece como presidente até o final de seu mandato, não vendo motivos para sair antes. Assumiu parte da culpa pela perda do acesso e listou alguns erros de sua administração esse ano.
Para 2012, o dirigente deixou claro que o elenco deve ser bem mais barato e que as contratações serão feitas com maior critério. Não por coincidência, nada de muito diferente do que foi dito nos três últimos anos.
Prejuízo
"O Paysandu vem fechando os anos sucessivamente com déficit. Esse ano aumentou, mas minha gestão vai zerar esse débito. Sempre terminamos o ano sem dinheiro e contamos com a ajuda. Ainda vislumbramos uma luz no fim do ano (...) Recebo apenas 50% das cotas de patrocínio, mas vou tentar um acordo para que isso mude. O faturamento é modesto para um clube de futebol e querem que eu faça milagre."
Contratações excessivas
"Tive que contratar. A torcida estava em cima. O elenco para a Série C é bom, mas não rendeu o que esperávamos (...) Formamos um time forte e o Brasil todo quando via nossas contratações confirmou que éramos um dos favoritos, trouxemos um treinador com currículo fantástico. Mas chegaram aqui e alguns jogadores não se adaptaram."
Mandato
"Vou ficar o tempo do meu mandato, até cinco de janeiro de 2013. Fui eleito, não roubo e zelo pelo patrimônio, então não tem motivo para sair. Fala-se muito em planejamento, mas quando tem uma derrota vem a pressão para que tudo mude. Quando se acerta é uma beleza, quando se erra culpa-se a presidência. Também não concordo que sou centralizador. Dou poderes para as pessoas. Passaram vários diretores de futebol com liberdade total."
Culpa
"Como presidente tenho uma parcela de culpa, sim. Nunca disse que não. Mas não fui o único. Minha parcela de culpa gira em torno de 30%. Deveria ter continuado com o Sérgio Cosme, extrapolei esse ano por contar com a subida. Mas, futebol é assim mesmo. Se dinheiro fosse tudo no futebol o real Madri seria campeão todos os anos."
Atrasos salariais
"Não acho que o atraso no pagamento tenha influenciado no jogo contra o América-RN. Ano passado e em 2009, nos últimos jogos, estava todo mundo em dia e deu no que deu. Acho que os salários atrasados não servem de justificativa".
Elenco em 2012
"A cara do Paysandu de 2012 vai ser com a base e mais alguns jogadores que virão. Minha ideia é fazer um plantel bem barato. O problema é que as pessoas reclamam, dizem que não é time para o Paysandu.
**Fonte JAmazonia
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