Mas quem acompanhou o trabalho de Lecheva quando esteve no comando do Paysandu no segundo turno do Campeonato Paraense e nos jogos da equipe pela Copa do Brasil, não terá muita dificuldade de saber que o sistema de jogo adotado por ele será o tradicional 4-4-2, abandonando o 3-5-2 e o 3-6-1 de Roberval Davino.
Na opção pelos os atletas, provavelmente Lecheva deve manter a base da equipe que conquistou a expressiva classificação sobre o Sport (PE), substituindo algumas peças que não fazem mais parte do elenco, ou que estão de fora, cumprindo suspensão ou recuperando-se de lesão, como são os casos de Paulo Rafael, Billy e Thiago Potiguar. Paulo Rafael está contundido e volta somente em 2013, Billy fez uma artroscopia ontem e deve retornar aos treinamentos em 20 dias e Potiguar foi suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo contra o Treze (PB) na rodada passada.
Assim como o goleiro Dalton é o reserva imediato de Paulo Rafael, sobraram três vagas na equipe. E uma das posições livres é na zaga, ao lado de Thiago Costa. Como o até então capitão e zagueiro Marcus Vinícius recebeu o seu terceiro cartão amarelo no jogo passado, restou Fábio Sanches para a posição, que lamenta a ausência de Vinícius para o próximo jogo, mas que está acostumado a jogar com Thiago Costa, também. “Bom, o Marcus, além de ser o nosso capitão, é o jogador mais experiente, que sempre está orientando a equipe. Então, eu acho que a gente vai sentir falta é da orientação de dentro de campo. Mas isso não vai ser problema, porque o Thiago vinha jogando também. Por isso, no entrosamento, não terá problema algum”, diz Sanches.
O de cima sobe e o de baixo desce...
Na gestão de Roberval Davino, os atletas que vieram de fora acabaram prestigiados, em detrimento dos regionais.
“Expectativa tem! O Lecheva está formando, mas eu acho que ele não vai mudar muito. Como eu te falei, estou treinando e espero que esteja no meio do pessoal que vai para o jogo”, pondera Heliton.
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