sábado, 10 de novembro de 2012

Acesso na ponta da chuteira


Quando o relógio apontar 16h em Belém, a torcida bicolor vai estar com o coração nas mãos e os olhos vidrados no SporTV (ORM Cabo) para assistir ao jogo decisivo. A Série C proporcionou à nação bicolor momentos de angústia e felicidade na luta pelo acesso à Série B. Hoje, no segundo jogo das quartas contra o Macaé, dá-se a batalha final pelo sonho.

Há seis anos que o Paysandu disputa a Série C do Campeonato Brasileiro. Na época, era o pior destino do futebol nacional. Dois anos depois, a Quarta Divisão foi criada. Nas cinco edições anteriores o Papão morreu na praia, e nas três últimas oportunidades sempre ficou por um jogo.

Mas somente em 2010 havia uma crença geral no acesso. A perda da subida aquele ano até hoje é tão traumática para a Fiel que nem vale a citação aqui. Hoje, o time bicolor volta a ficar por um jogo de retorno à Segunda Divisão. Tem uma vantagem considerável por ter feito 2 a 0 sobre o Macaé-RJ na semana passada, em Paragominas. Mesmo jogando fora, não será surpresa se o estádio Moacyrzão tiver mais torcedores de alviazul paraense do que do alviazul fluminense.

Com o resultado do jogo de ida, o Paysandu joga hoje com um a vantagem considerável. Além de uma vitória, o empate e até derrotas por diferença de um gol e de dois (desde que com gols para ambos os lados, como 3 a 1, 4 a 2, por exemplo) garantem o acesso à torcida paraense. O Macaé tem que fazer três gols de diferença para ficar com o acesso. Se repetir o placar de 2 a 0, a decisão vai para os pênaltis.

A vantagem é boa, mas não confortável. Por mais que o Papão não tenha sofrido nessa Série C nenhuma derrota com o placar sonhado pelo Macaé, o time da casa já conseguiu o feito quatro vezes, uma delas fora de casa. Por isso os jogadores do Paysandu repetiam quase que num discurso ensaiado que a comemoração é somente da torcida. Dentre eles, o foco é o mesmo do jogo de ida. "O grupo está confiante, mas sabendo que não conquistou nada. Temos uma vantagem, mas não podemos nos fiar somente nela. O Macaé é um time de qualidade e vai ser uma partida muito complicada", reconhece o lateral direito Yago.

"É o jogo mais importante não só da Série C, mas do ano inteiro. Estamos num clima de muita alegria e confiança. O alto-astral impera em todo o elenco e isso ajuda em nosso desempenho", diz o zagueiro Marcus Vinícius.

O meia Alex Gaibu é de opinião semelhante. De acordo com ele, chegou o momento de quem estiver em campo logo mais se doar ao máximo para entrar na história do clube. "É um jogo diferenciado, praticamente uma final de campeonato. Foi o que disse aos jogadores. O importante é o acesso, o título é consequência. É a oportunidade única de entrarmos na história do Paysandu. Temos que respeitar o adversário e correr mais que eles, lutar mais que qualquer um."

Lecheva guardou para os momentos finais a definição da equipe titular. Ontem, ele respirou aliviado ao saber que o volante Vânderson foi liberado para a partida. O capitão sentia dores na coxa direita e era a principal dúvida. A outra está entre o meia Harison e o atacante Rafael Oliveira. Com o primeiro, o Papão mantém um meio de campo mais criativo e cadenciado. Com o segundo, que implicaria o recuo para o meio de Thiago Potiguar, o time terá mais velocidade e força ofensiva.

Ainda em Belém o treinador admitiu que essa dúvida o atormentava como em nenhuma outra partida. Como os treinos em Macaé foram apenas para movimentar o elenco, ele guardou a resposta desse mistério para momentos antes do apito inicial.

**Fonte JAmazonia

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