Se numa decisão vale de tudo e em Paragominas os bicolores reclamaram demais da catimba dos jogadores do Macaé-RJ, o que esperar no jogo de volta? Para os mais experientes do elenco, não deve ser muito diferente. Com a mudança no objetivo do adversário. Se como visitante a equipe fluminense queria segurar o empate e fazer o tempo correr, diante da torcida vai ter que ir para cima. A saída para o time paraense é usar de cautela e tranquilidade para evitar qualquer problema.
"É um time que catimba muito, então temos que estar focados, marcar forte e jogar bem para que eles fiquem irritados. Temos que ter cabeça fria e pensarmos somente em jogar futebol", garantiu Alex Gaibu. O experiente meio-campista completa que a serenidade necessária não é sinônimo de letargia. Pelo contrário, diz ele. "Tranquilidade sim, não displicência. Com a bola nos pés temos que acelerar o jogo para tentar surpreender, como sempre fizemos no campeonato."
Harison sabia que ia ser dessa forma. De acordo com ele, jogos decisivos acabam fazendo com que os times usem de todas as táticas possíveis para se darem bem. "Era uma tática deles para parar o jogo. Em todos os lances eles iam em cima do árbitro, faziam um bolo de jogadores para segurar o tempo. Acho que numa decisão tudo é válido. São esses detalhes que decidem", afirmou o meia.
Para ele, o importante é o Paysandu saber administrar tudo o que cerca uma decisão, inclusive as sensações que permeiam os dias que antecedem a partida. "Temos que saber lidar com esses sentimentos que batem antes de uma final. Será um jogo em que todos terão que dar tudo, sem dosar nenhuma força. Temos que sair de campo exauridos, mortos de cansaço. A ansiedade a gente tem que segurar, temos que se frios para chegarmos bem."
**Fonte JAmazonia
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