Desde domingo treinando forte para o jogo do próximo sábado contra o Macaé-RJ, que decidirá um dos quatro times que deixará a Série C do Campeonato Brasileiro para disputar a B em 2013, o Paysandu voltou à carga ontem, com trabalho em dois períodos. Antes do treinamento da manhã, Lecheva reuniu os jogadores no centro do gramado e conversou com eles por mais de 20 minutos. Após a reunião, o técnico bicolor começou o trabalho final de lapidação antes do confronto com o time fluminense. Todos os atletas que participaram do jogo contra o Macaé fizeram parte do treino.
Entre os assuntos da palestra, estava a forma como o time paraense pode utilizar a vantagem que tem. Com o placar de 2 a 0, o Papão joga no próximo sábado com uma vantagem considerável. Além de uma vitória, o empate e até derrotas por diferença de um gol e de dois (desde que com gols para ambos os lados, como 3 a 1, 4 a 2, por exemplo) garantem o acesso. O Macaé tem que fazer três gols de diferença para ficar com o acesso. Se repetir o placar de 2 a 0, a decisão vai para os pênaltis.
Para os jogadores, a vantagem existe e não vai ser ignorada, mas que pensar somente nela pode ser prejudicial. O empate e a até uma derrota, dependendo do placar, têm que ser usadas no momento certo para não dar brecha para o adversário. "Segurar o empate é chamar o adversário, o que não é uma boa. Temos que procurar o jogo, com inteligência, porque se fizermos um gol lá vamos ficar pertos do acesso. Temos que ter inteligência e tranquilidade. A vantagem tem que nos deixar com a cabeça no lugar. Não podemos entrar em provocações que podem resultar em expulsões", afirmou o zagueiro Fábio Sanches, que sabe que o Macaé deve tentar uma pressão inicial para não deixar a tentativa de acesso para o final. "Dois a zero é um resultado perigoso. Temos que ter cuidado no início do jogo, para não tomarmos gols. Eles vêm para cima e temos que tomar todos os cuidados possíveis, além de fazer um gol."
Para o lateral direito Yago, a saída é manter a mesma pegada de sempre, não mudar a forma como o time vem atuando sob o perigo de fazer com que o Paysandu desande. "Acho que vamos jogar da mesma forma que sempre fizemos. Somos rápidos e podemos sair em contra-ataques. Uma referência é o jogo contra o Sport-PE, quando soubemos esperar e sair em velocidade. Temos que ter tranquilidade. Temos uma vantagem boa, mas não tem nada ganho. Se até o final estiver empatado a gente segura o resultado que nos interessa."
Para quem tem a responsabilidade final de não deixar a bola passar, a saída é colocar em campo tudo de bom o que foi feito até aqui para garantir a vaga. O goleiro João Ricardo prega um estudo inicial do Macaé para fazer um melhor estudo do que o oponente pretende em campo. "Temos uma vantagem excelente, que dá tranquilidade, mas não garante nada ainda", disse. "Vamos ver como estará o jogo e nos adaptarmos. Lá não resta outra coisa a não ser dar o máximo. Construímos uma vantagem boa, então temos que não nos expor e ao mesmo tempo ir para cima. Ficar atrás não adianta", finalizou o camisa um do Papão
**Fonte JAmazonia
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