Paysandu é o único clube paraense vivo no Campeonato Brasileiro. Leão azul vive pesadelo de novo
O futebol paraense não entrou de férias. Mas só o Paysandu segue vivo, com o desejo do acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. O Águia ficou no meio do caminho, mas se vangloria de ter se livrado de um rebaixamento que parecia ser só uma questão de tempo. A sensação para os dois clubes é de alívio e comemoração. Uma divisão abaixo, porém, o pior aconteceu. O Remo caiu fora. Não foi páreo para o Brasiliense e também para o trio de arbitragem, que desmarcou um gol e não viu um pênalti a favor dos azulinos.
Bola para frente. E ela está somente com o Papão. Passada a euforia da classificação, o Paysandu terá uma missão delicadíssima: eliminar o Tupi-MG. O time mineiro é favorito, credenciado pelos excelentes números da primeira fase da Série C. Foram 34 pontos conquistados, oriundos de nove vitórias e sete empates. O Tupi só perdeu duas vezes em 18 jogos até agora. A sorte do único paraense que restou é lidar com a fase eliminatória. O mata-mata é o inimigo número 1 do favoritismo. E, além disso, o Tupi não tem vantagem, a não ser jogar o segundo jogo em casa, cujo peso é relativo.
Vai sobrar emoção. O fato é que o Paysandu está a apenas um passo da Série B. Basta passar pelo mata-mata para o ano do centenário ser salvo. Até agora, o clube acumula apenas vice-campeonatos, do Parazão e da Copa Verde. Já basta de ficar no “quase”. A decisão começa domingo dia 19, em Belém, e será concluída dia 25, em Minas Gerais.
Já o remistas ficarão apenas observando. Como não conseguiu fazer o resultado em casa contra o Brasiliense, todos sabiam que uma reação seria difícil. O time até jogou bem, mas não foi forte o suficiente. E de novo, acaba eliminado da Série D logo no primeiro mata-mata. E de novo, terá que conviver com o estigma de não ter divisão. Ainda estamos em outubro, mas já dá para prever que o início de 2015 será semelhante ao de 2014 para a equipe do Baenão. Em comum, a corrida desesperada para conquistar a única vaga paraense na última divisão do futebol brasileiro. O Remo dá a impressão de caminhar em círculo. Anda, anda e volta para o mesmo lugar. E esse caminho tortuoso aflige metade da torcida dos paraenses.
**Fonte JAmazonia
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