São seis gols em três jogos, o que acarreta uma média de dois por partida. Mas os dados gerais escondem, com gols isolados ou mesmo nenhum, um dos principais problemas verificados até aqui do grupo do Paysandu. Existe apreensão com a ausência de um centroavante com status incontestável de goleador. Até aqui, Leandro Cearense e Heber Santos se revezaram na função e apenas Cearense marcou, frente ao sistema defensivo do Gavião. Depois, porém, passou em branco em meio aos jogos contra o Tapajós e Santos-AP.
Heber, então, assumiu a condição de titular e teve uma chance clara de gol, contra o Cametá, e pecou na sua principal função, como lembrou o próprio treinador bicolor Sidney Moraes. “Ele se movimentou bem, mas perdeu a chance (de gol) que teve”, frisou o comandante.
A dupla continua trabalhando para reverter o momento difícil. Caso Sidney Moraes queira ampliar o leque de possibilidades, pode optar por observar o garoto Aylon, de 22 anos, contratado junto ao Internacional. Aylon disse que sabe desempenhar as duas posições possíveis no ataque: tanto como centroavante mais fixo, quanto um atleta mais veloz, atuando pelas pontas. No Inter, fez alguns gols de cabeça aproveitando a sua estatura razoável de 1,80m. O atacante, no entanto, ainda parece passar por um processo de adaptação ao novo clube, a julgar pela sua timidez nos treinos. Além disso, sequer atuou uma única vez com a camisa bicolor de forma oficial.
Se não bastasse a até agora ausência de um atacante goleador, ainda há a falta de regularidade do velocista Bruno Veiga. Ele começou a temporada ostentando justamente a condição de titular absoluto, em função do que fez no ano passado, quando figurou como um dos destaques da Série C do Campeonato Brasileiro. Veiga, contudo, caiu drasticamente de produção. Se o carioca não melhorar, Sidney terá que olhar para outras opções, entre elas, Leandro Carvalho, Érico Jr (em processo de recuperação clínica e física, após uma contusão) e o próprio Aylon.
**Fonte JAmazonia
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