domingo, 15 de fevereiro de 2015

Informações mal usadas

Paysandu espalha olheiros pelo estado e país, mas jogadores admitem falta de conhecimento dos rivais

Para tentar tornar o trabalho eficiente, a comissão técnica do Paysandu trabalha com o auxilio de olheiros espalhados pelo Brasil afora. “Usamos de todas as artimanhas. Existem realmente, pessoas que são sondadas para nos dar essas informações. Algumas pessoas são de Belém, outras são de fora, porque temos amizade no Brasil todo. A gente liga sempre para uma, duas pessoas para colher as informações e isso faz parte do nosso trabalho, até mesmo ir observar o treinamento do adversário”, reiterou Laurian, defendendo a ideia de que o banco de dados será ampliado no segundo turno, porque o Papão vai encarar os rivais que o Remo desafiou, tendo a facilidade de observá-los por meio da televisão. “Estamos conscientes do que enfrentamos. Temos o cuidado e vamos guardando as informações. Na hora certa, passaremos o que julgarmos necessário para o Sidney”. O departamento de futebol bicolor produziu vídeos dos jogos.
No caso do Parazão, Christian Lauria reiterou que o Paysandu teve o cuidado de analisar os adversários minuciosamente e, portanto, não os enfrentou no escuro. “Destas três equipes que enfrentamos, o mais difícil de colher informações foi do Gavião. Em qualquer tipo de mídia, não encontrávamos nenhuma informação do adversário. Mas, procuramos algumas pessoas”, argumentou. “O próprio Rogerinho Gameleira é uma pessoa que nos dá informação sobre o adversário, até por conhecer atletas. Tamanho, característica, se é veloz ou não, se é alto, tempo de bola, todas essas informações são importantes para que a gente possa entrar em campo sabendo do que o adversário pode oferecer”, garantiu.
De acordo com o auxiliar da comissão técnica do Papão, embora o Paysandu tenha perdido, o time de Sidney Moraes não foi surpreendido nas partidas contra Tapajós e Cametá.  “Nos demais jogos, tivemos acesso as informações e sabíamos que teríamos dificuldade”, afirmou, evitando porém especificar quais tipo de conhecimento a comissão técnica detinha.
Para Laurian, as derrotas se consumaram por erros individuais ou por obra do acaso, próprio do futebol. “É uma questão de tempo para que tudo se equilibre. Coisa natural de jogo. A questão não foi ser surpreendido pelo adversário. Contra o Tapajós, foram erros individuais que aconteceram dentro da partida. No jogo contra o Cametá, o Paysandu dominou o jogo todo e, em um detalhe de bola parada, tomamos o gol. Então, são detalhes, falhas individuais que acontecem”, explicou. 
**Fonte JAmazonia

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