segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Papão cede empate na estreia da copa

Santos-AP marca no fim e vem a Belém com boa chance

O estádio era o Zerão, em Macapá. Assemelhava-se à Curuzu em dias de jogo, contudo. Com apoio maciço da torcida, o Paysandu estreou na Copa Verde encarando o Santos-AP, distante de Belém, mas não exatamente fora de casa. Mas frustrou a torcida com o empate por 1 a 1. O Santos parecia ser um adversário ideal para o Paysandu deslanchar. Sofreu pressão em quase toda a partida, estava acuado, era frágil nos aspectos técnicos e físicos. No entanto, o Peixe genérico de Macapá se superou, apesar do experiente Acosta se posicionar quase que alheio ao jogo. Já na reta final da partida, o anfitrião conseguiu arrancar o empate heroico, considerando a diferença entre as equipes. Se o Paysandu é uma equipe da Segunda Divisão, o Santos sequer tem série. Se o Papão gasta mensalmente R$ 450 mil de folha salarial, o Peixe só atinge R$110 mil.    
O Paysandu saiu na frente, com um tento de Marlon. Desperdiçou outras chances, sobretudo por meio de bolas áreas. E então veio o castigo. Raí igualou o placar.  O resultado da partida talvez não seja justo. Mas esse conceito de justiça passa longe do futebol. O fato é que o Papão, que completou a segunda partida sem vitória, construiu uma pequena vantagem para a partida de volta, que será realizada dia 21 deste mês, em Belém. O Papão se beneficia por ter assinalado um gol na casa do adversário, critério de desempate. Para o segundo jogo, basta um empate em 0 a 0 para o time paraense avançar. Qualquer empate, porém, acima de 2 a 2 vai classificar o Santos. Novo 1 a 1, a partida será definida por meio dos pênaltis.   
Até os 10 minutos, Rogerinho assumia o papel de organizador das jogadas. Foram três lances de habilidade, sendo um deles de extremo perigo para o goleiro Diego Cabral, do Santos. Aos oito minutos, Rogerinho bateu forte, mas a bola subiu, embora tenha assustado a meta adversária. Os lances de ataque eram quase todos bicolores, com os laterais, principalmente o esquerdo, Marlon, avançando constantemente. Faltou, no entanto, capricho para concluir um passe ou um cruzamento mais preciso. O fato é que o Paysandu estava insistente, rondando a área do rival, pressionando-o. Marlon também teve chance por meio de bola parada. Ele bateu, à média distância, e a bola foi para fora, porém. Aos 31, Marlon encontrou Leandro Cearense, mas a defesa afastou o perigo.
Na cobrança de escanteio de Rogerinho, a bola foi cheio de efeito e Marlon aproveitou o lance, fazendo o primeiro gol da partida. O Papão largou na frente. Na sequência, o meia Pikachu quase ampliou o marcador. Antes do fim do primeiro tempo, Leandro Cearense saiu da monotonia e chegou próximo de deixar a sua marca. Seria um gol com alto grau de dificuldade, pois Leandro Cearense foi lançado em profundidade, por Yago Pikachu, e conseguiu finalizar antes do zagueiro. Mas o goleiro Diego evitou o gol bicolor.   
Na etapa final, o Santos adotou uma postura agressiva. A fragilidade técnica e física do Peixe de Macapá impediu que a pressão se consumasse por mais minutos. Aos poucos, o Paysandu passou a ter domínio de bola e criou chances de gol. Bruno Veiga e Marlon voltaram acessos, e tentaram encontrar Leandro Cearense em cruzamentos para a área. Por volta dos 15 minutos, Sidney Moraes viu a necessidade de injetar gás novo na equipe. Elanardo, que havia perdido a sua condição de titular para Ricardo Capanema, substituiu o companheiro. A mudança se deu considerando que Capanema já tinha cartão amarelo e, como o Santos resolveu se arriscar mais à frente, havia algum tipo de perigo de expulsão.
Outra alteração foi a saída de Rogerinho, visivelmente desgastado, para a entrada de Leandro Canhoto, que voltou a atuar aliando produtividade com habilidade. A essa altura, o Papão já se portava para consolidar a vitória por meio dos contra-ataques. Já o Santos adiantou a marcação, até tinha a posse de bola, mas não tinha poder de penetração, o que dava a impressão de um falso domínio. Aos 35, o Papão voltou a assustar e Marlon quase assinala o segundo gol do Paysandu. Por meio de bola área, Dão concluiu para fora, e a bola passou rente ao travessão. Aos 37, o Santos empatou, contudo. A zaga do Paysandu falhou e Raí igualou o marcador.  E quase a vitória do Peixe genérico se consolida. Gean Marabaixo esbarrou na trave. 
**Fonte JAmazonia

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