A terceira partida consecutiva sem vitória do Paysandu já deixa a torcida impaciente. Ainda na Curuzu, torcedores gritavam pela volta de Mazola Júnior, técnico bicolor responsável pelo acesso à Série B no ano passado. Mesmo assim, esse ambiente não abala a confiança do atual treinador, Sidney Moraes, que entende a pressão por resultados imediatos, mas ressalta que ainda não teve o tempo de preparação ideal para o melhor entrosamento da equipe e encontrou pontos positivos na derrota para o Cametá, nesta quarta-feira.
– O resultado não retrata o que foi jogo. Claro que estamos chateados e no futebol o que vale é resultado. Perdemos em casa para uma equipe que foi uma vez em nosso gol, ainda por cima de bola parada. O Paysandu buscou o gol a todo instante, esteve melhor nos dois tempos. A gente pede desculpa ao torcedor que esteve aqui, porque não fomos felizes no nosso aproveitamento. No futebol temos responsabilidade quando o clube é grande, mas às vezes as coisas não acontecem quando você tem que montar o time de um dia para a noite e logo ter resultados num campeonato de tiro curto, por isso temos que ter tranquilidade. Os jogadores se entregaram ao máximo, fizemos um primeiro tempo muito bom com três ou quatro chances de gol. Eles erraram mas não se omitiram, mesmo com o torcedor insatisfeito – amenizou.
A grande cobrança sobre o técnico é natural para Sidney, que garante não fugir da responsabilidade e disse estar acostumado.
– A gente sabe que sempre a culpa vai cair sobre o treinador. Eu acho que é isso mesmo e sempre será assim. Sou novo, mas tenho muitos anos de futebol e sei como funciona. Temos grande responsabilidade, mas estamos trabalhando forte. Estamos montando um time que não é retranqueiro, que sai para o jogo e mostra um bom futebol. Ainda precisamos de ajustes, mas estamos conscientes disso e não vou fugir da minha responsabilidade. Peço desculpa ao torcedor pela derrota, mas estamos atrás de um time que jogue bonito e dê prazer a quem vier assistir aqui na Curuzu – contou.
O número de gols marcados pelo Paysandu na temporada não é ruim, mas o que chama atenção é o pouco aproveitamento das chances criadas. Foram muitas finalizações erradas nos últimos jogos, apesar do grande domínio territorial da equipe alviceleste. O técnico confirmou que essa será uma questão que receberá maior atenção durante os próximos treinos.
– Sabemos que precisamos melhorar em termos de finalizações, e não fazendo gol a dificuldade aumenta. Corremos um risco muito grande e a bola pune. Foi assim no jogo passado (contra o Santos-AP, pela Copa Verde), que fomos muito melhores que o adversário, mas não conseguimos fazer os gols. Acho que o Heber movimentou bem (contra o Cametá), mas, assim como o Leandro Cearense, não acertou as finalizações. Estamos dando chances aos jogadores para que aproveitem. Depois que perdeu aquele gol não se encontrou mais, teve um pouco de dificuldade. Mas no futebol é assim mesmo, sabemos que hoje estão assim, mas amanhã podem marcar e deslanchar – ponderou.
**Fonte GloboEsporte/PA
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