domingo, 1 de julho de 2012

Só à espera da bola rolar

Desde hoje o elenco do Paysandu entra em regime de concentração visando à partida de amanhã à noite, contra o Luverdense-MT, na estreia de ambos na Série C do Campeonato Brasileiro. Os dois times fazem a partida que encerra a primeira rodada da competição, que começou ontem. O time comandado por Roberval Davino há tempos está definido. Do que considera ideal no momento, o treinador só não terá Alex William, meia que voltou a se lesionar no meio de semana e foi vetado pelo departamento médico.

O goleiro será Paulo Rafael; o trio de zagueiros composto por Marcus Vinícius, Fábio Sanches e Thiago Costa; Yago, Fabinho, Ricardo Capanema e Régis compõem a linha de meio-de-campo; Leandrinho atuará à frente dela, na armação; no ataque, o centroavante Kiros. É uma formação com média de idade apontada como ideal pela maioria dos treinadores e preparadores físicos, entre 26 e 27 anos. Apenas um entre os onze passou dos 30 anos: o cabeça-de-área Fabinho (34).

Possivelmente não foi uma ação proposital do treinador, até porque o primeiro jogador que Davino indicou foi justamente Fabinho. O técnico afirmou diversas vezes que, jogando bem e mostrando profissionalismo, não importa a idade que o atleta tenha. É com esse pensamento que dois jogadores acima dos 30 lutam dia a dia em busca de voltarem a ser titulares. Tanto o meia Harison quanto o volante Vânderson devem figurar no banco de amanhã. Ambos, querendo uma vaga.

Entre eles, o sentimento com o anúncio de que a Série C de fato começaria, o que só pôde ser comemorado na última quinta-feira, foi de alívio. Treinar, treinar e treinar sem saber quando colocar tudo em prática era algo angustiante.

"Até que enfim vai começar. Ninguém aguentava mais apenas treinar. Com a notícia os treinos já foram diferentes, com todos correndo até mais. Essa ansiedade de todos nesses dias, muitas notícias desencontradas, é complicado para o jogador, para a comissão técnica, para todo mundo. Agora é bem diferente", comentou Harison, que lembrou das dificuldades dos dias que antecederam à confirmação.

"Era sempre uma interrogação. A expectativa ia até quarta-feira, quando havia a definição que não haveria jogo. A partir do momento em que ele (Roberval Davino) anunciou o jogo todo mudo ficou feliz, bateu palmas."
"Não aguentávamos mais treinar, o técnico até comentou que nem sabia mais o que mandar a gente fazer e até as perguntas nas entrevistas eram as mesmas. Agora, até a concentração deixa a gente alegre. Isso tem que ter reflexo na segunda-feira", completou Vânderson.

Vânderson, que do elenco atual é, junto com o atacante Zé Augusto, quem mais tem história com a camisa bicolor, revela que até para dar entrevista estava ficando difícil saber o que falar. "Não aguentávamos mais treinar, o técnico até comentou que nem sabia mais o que mandar e até as perguntas nas entrevistas eram as mesmas. Agora, até a concentração deixa a gente alegre. Isso tem que ter reflexo na segunda-feira".

**Fonte JAmazonia

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