quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cosme ainda “bate cabeça”

O técnico do Paysandu deve começar a definir hoje de manhã, quando comanda o primeiro coletivo da semana, o time que vai encarar o Cametá no domingo. São dois desafios que ele tem pela frente. Um, obviamente, é a equipe do Mapará, que com seis pontos divide a liderança do segundo turno com Independente e Clube do Remo. O outro é o adversário da rodada seguinte, o Leão Azul, no clássico Re x Pa. Três titulares (Sidny, Hebert e Alexandre Carioca) forçaram o terceiro cartão amarelo para cumprirem a suspensão antes do clássico. O centroavante Mendes confirmou que tinha a mesma intenção, mas não teve oportunidade para tanto. Ele se junta ao zagueiro Ari na dupla de titulares pendurados. O meia Marquinhos e o atacante Zé Augusto, ambos reservas, também estão pendurados.

Se no primeiro turno o técnico afirmou que o clássico era um jogo normal, agora sabe que não é bem assim. A derrota de 3 a 1 foi o catalisador para todas as críticas que ele passou a receber de parte da torcida. Mas, como já citado, não dá para facilitar para o Cametá. Por mais que nas três oportunidades em que se encontraram esse ano o Paysandu tenha vencido, sendo que as duas últimas, na decisão do primeiro turno, com ligeira facilidade, não dá para mandar um time muito desfalcado para o Parque do Bacurau.

Por conta disso, Ari, pendurado, dificilmente ficará de fora. Sem Diguinho, ontem diagnosticado com uma lesão que deve afastá-lo dos gramados por cerca de 40 dias, sobram apenas Tobias e Diego Ourém, ambos oriundos da base. Improvável que a dupla do final de semana venha a ser formada pelos dois. No ataque, Mendes manifestou timidamente vontade de ficar de fora, mas colocou-se à disposição.

Ari não esconde que nem pensa em ficar de fora do clássico. No primeiro turno aconteceu situação semelhante e ele viu seus companheiros da arquibancada do Mangueirão. 'No primeiro turno foi enfrentar o Cametá pendurado e acabei suspenso, sem poder enfrentar o Remo. Sei quanto o clássico é importante para o estado e vou tentar fazer o melhor, me precavendo. Mas, para mim, cada jogo é importante e por enquanto estou focado no Cametá', disse. 'Fiquei fora de um Re x Pa no turno passado, mas não quero ficar fora desse. Mas tenho que pensar em jogo por jogo, nos três pontos, que é o que nos interessa, fazer de tudo para não tomar o terceiro amarelo e fazer o melhor para a equipe sair com um grande resultado. Tem que ter determinação, garra e entrega durante a semana. Por isso fomos campeões no primeiro turno.'

Vencer, questão de honra em cametá

O Cametá encara como uma questão de honra a vitória contra o Paysandu no próximo domingo, em jogo que será disputado no Parque do Bacurau. Depois de pegar 'três porradas', como define o atacante Leandro Cearense, o atacante vê o time maduro o suficiente para tirar proveito do próprio estádio no duelo contra os bicolores. A partida marca também mais um encontro entre Rafael Oliveira e Leandro Cearense, os artilheiros do Brasil. 'Já pedi para ele aliviar um pouco', revela Cearense, falando a respeito do amigo bicolor.

A 'freguesia' do Cametá para o Paysandu, para Leandro Cearense, tem dia e hora para acabar: domingo, 24, no Parque do Bacurau. 'O Fran Costa (técnico do Cametá) já vem nos falando que vencer essa partida é questão de honra. Pegamos ‘três porradas’ do Paysandu, duas lá e uma aqui. Dessa vez não vai ter nada para eles em Cametá. Vamos chegar atropelando', disse o artilheiro. 'O campo não está bom e se isso for ajudar alguém tem que ser nós, que treinamos aqui todo dia', completou.

O jogo colocará mais uma vez frente a frente os dois maiores artilheiros do Brasil. Rafael Oliveira e Leandro Cearense, ambos com 17 gols, disputam em campo, mas, fora dele, o dom de fazer gols aproximou os jogadores. Toda semana os dois jogadores recebem vários pedidos de entrevistas de veículos de comunicação de todo o país. E na maioria das vezes a entrevista é feita em conjunto. 'Ontem (segunda-feira) mesmo demos uma entrevista juntos para uma rádio de São Paulo. É bom que dois paraenses estejam nessa boa fase. Os clubes costumam apostar em caras de fora, e mostramos que os jogadores daqui também têm essa capacidade', disse Leandro.

**Fonte JAmazonia

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