domingo, 26 de janeiro de 2014

Bom dia para um Re x Pa

Remo e Paysandu fazem o primeiro duelo do ano em jogo que promete apimentar o mangueirão e a cidade

Remo e Paysandu entram em campo hoje pela 719ª vez na história. O clássico mais disputado do mundo traz o Leão como líder e o Papão como vice-líder da Taça Cidade de Belém, primeiro turno do Campeonato Paraense. Um empate garante ao primeiro a classificação antecipada para as semifinais. Uma vitória deixa o segundo com o mesmo número de pontos do Remo. Se o clássico de hoje não define nada nos rumos do Parazão, já que ambos parecem ter um caminho seguro para as finais, uma derrota neste jogo atípico costuma deixar marcas para o perdedor. E a partir das 16 horas de hoje, no Mangueirão, os dois gigantes da capital farão de tudo para evitá-la.

Enquanto o Remo vem com a campanha invicta de três vitórias e um empate, o Paysandu, na última rodada, perdeu o "selo" com a derrota, em casa para o Cametá. A reação ao fracasso na Curuzu foi previsível: o elenco se desculpou com os torcedores e o técnico Mazola Junior fez uma promessa. "Esse resultado foi péssimo, agora nos dá um alento de que estamos no caminho certo, que o grupo está querendo e que essa situação vai ser revertida no próximo domingo", disse.

Porém, as coisas não parecem assim tão fáceis para o bicolor: na tarde de sexta-feira o lateral direito Yago Pikachu enviou à diretoria alviceleste um documento em que apresenta a empresa disposta a pagar os R$ 8 milhões cobrados em sua multa rescisória. O destino de Pikachu é incerto, mas sabe-se que dificilmente ele estará no gramado do Mangueirão hoje. No treino da manhã de sexta-feira o atleta conversou com o técnico e disse que estaria fora. "Jogar o Re x Pa não dependeria só de mim, mas do presidente acertar a situação com os investidores", disse, ao Globoesporte.com. Caso o desfalque seja confirmado, Gleissinho, jogador revelado nas categorias de base do Remo e único outro lateral direito do elenco, pode ser o substituto. O clássico marcaria sua estreia como jogador profissional.

Se o Remo tem um favoritismo teórico pela campanha invicta, o elenco do Papão discorda. "Em clássico não tem favoritismo", lembra Djalma. E pelo modo como o Remo agiu, o favoritismo teórico em nada ressoa no aspecto prático. Desde o início da semana passada, a comissão técnica vetou entrevistas especiais com os jogadores para que o tema "Re x Pa" não surgisse antes do tempo. E desde que o time voltou de Santarém trazendo um ponto do Oeste do Pará, o cuidado foi redobrado: os jogadores mais descansaram e fizeram apenas treinos regenerativos.

O time, porém, está confirmado: será a equipe considerada titular, contando com o retorno de Max para a zaga, no lugar de Carlinhos Rech. Nos setores de criação e ataque, a motivação para o Re x Pa é alta. O camisa 33 Eduardo Ramos e o 11 Thiago Potiguar, que jogaram pelo Paysandu no ano passado, já declararam a motivação em alta para o primeiro encontro com o ex-clube. Potiguar, aliás, já se declarou à torcida do Remo e afirma que está jogando com amor pelo Leão - o que gerou uma enxurrada de "homenagens" de seus antigos fãs alvicelestes.

Para garantir que o clássico seja disputado em clima de paz, a Polícia Militar mediou reuniões com representantes de organizadas das duas torcidas, que serão monitorados do Jurunas ao Paar. O Re x Pa tem a mesma carga de ingressos para cada clube: 17.500, já que o Corpo de Bombeiros limitou em 35 mil pessoas a capacidade, por motivos de segurança.

**Fonte JAmazonia

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