No sexto clássico do ano, azulinos não conseguem vencer os bicolores, que seguem líderes do segundo turno
A estreia de Roberto Fernandes no comando do Remo foi com mais um empate, tornando-se o décimo jogo em que o Remo não vence. O sexto Re x Pa do ano deu sinais de desgaste. Foi o terceiro clássico que terminou empatado por 0 a 0, sinal de que os arquirrivais protagonizaram um jogo sem graça, com uma quantidade inexpressiva de chances claras de gol e, como se não bastasse, muitas faltas.
Foi uma partida arrastada, amarrada no setor de meio-campo. Pelo lado bicolor, o zagueiro Charles se destacou, com uma atuação impecável, esbanjando fôlego e precisão nas antecipações. Do lado remista, méritos para um sistema defensivo bem posicionado, evitando a exposição do goleiro Fabiano.
Quando as defesas são destaques significa que o jogo deu calo na vista. Quer dizer que os homens de ataque foram discretos, imprimindo pouca qualidade. O Paysandu até estava mais organizado, no entanto, pouco inspirado. E o pior, sem competitividade. Deixou o jogo correr, como se pudesse resolvê-lo a qualquer momento ou deixando claro que o empate e a manutenção do tabu estava bom. O treinador bicolor, Mazola Jr., chegou a dizer que foi o pior primeiro tempo sob o comando dele. "Todas as segundas bolas foram dos caras", frisou Mazola.
Já o Remo tentava compensar a falta de organização por meio da transpiração. Eduardo Ramos começou o jogo ligado, armando lances de ataque. Inclusive, criando espaços para o lateral Alex Ruan cruzar e Leandrão finalizar para uma boa defesa do goleiro Matheus, embora o lance tenha sido irregular pela marcação de impedimento. Mas, a falta de qualidade imperou. No intervalo, o treinador azulino, o estreante Roberto Fernandes, pediu velocidade quando a equipe estivesse com a posse de bola.
Entrevistados, tanto bicolores quanto azulinos pareciam ter combinado os discursos. O lateral alviazul Djalma defendeu a atuação do seu time. "Falta acertar o último passe para fazer o gol". O zagueiro remista Max falou praticamente a mesma coisa. "Tivemos muita vontade, mas faltou acertar o último passe." As vaias de ambas as torcidas poderiam ser uma resposta aos dois jogadores.
Na etapa final, Marcos Paraná foi o organizador de jogadas bicolor. Tentou centralizar os lances de ataque, sempre optando pelo passe diferente. Na nova formatação, Pikachu se isolou pela ala direita, prendendo Djalma ao sistema de marcação. Já o Remo não voltou bem, ficou acuado. Foi assim que Pikachu quase aproveita um contra-ataque veloz. O meia finalizou forte, mas Fabiano fez a defesa.
O Leão se posicionou para os contra-ataques. Porém, faltou velocidade; por isso, Zé Soares foi a opção. Contudo, o time azulino levou perigo só em bolas paradas. Numa delas, uma cobrança rápida de lateral encontrou Eduardo Ramos. O camisa 33 se livrou da marcação e tocou para o meio da área, mas Leandrão chegou atrasado. A bola, então, sobrou para Jhonnatan, que exagerou na força. Meio atordoado, o Papão sofreu com a falta de produtividade de Pikachu e de Airton no apoio ao ataque. Marcos Paraná ficou sobrecarregado e Jô corria, corria e nada. No final, o Remo adiantou a marcação, planejou uma blitz, mas sempre errou o tal do último toque. Foi difícil... de assistir
**Fonte JAmazonia
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