segunda-feira, 24 de março de 2014

Paysandu segura o Leão Azul

Vantagem do empate foi decisiva para os bicolores irem à final da Copa Verde. O Remo foi guerreiro.

Os poucos mais de 26 mil torcedores que pagaram ingresso para ir ao Mangueirão ontem à noite viram o Re x Pa mais interessante dos cinco disputados esse ano. O empate por 0 a 0, que deu a vaga à decisão da Copa Verde ao Paysandu, por ter vencido o primeiro jogo por 1 a 0, foi entremeado por atuações muito boas dos dois lados, levando-se em consideração a vontade de cada um em campo. Se a técnica foi muitas vezes jogada para escanteio, sobrou coração para que bicolores e azulinos tentassem chegar a seus objetivos. O Papão levou a melhor e agora espera por Brasília-DF ou Brasiliense-DF, que venceu ontem por 2 a 0, para conhecer seu adversário, e tentar o título que garante passaporte para a Copa Sul-Americana.

Desclassificados, o Remo teve o alento de ter tido uma equipe que lutou do começo ao fim, mesmo jogado praticamente os 45 minutos finais com um jogadores a menos. O zagueiro Carlinho Rech foi expulso aos cinco minutos do segundo tempo. Com vários desfalques e alguns medalhões barrados, o técnico interino Agnaldo de Jesus conseguiu extrair muita vontade de quem já esteve em campo.

Enquanto tiveram pernas, os remistas correram e se doaram. Mas apenas coração não ganha jogo. Durante cerca de 15 minutos, o Leão chegou a acuar o adversário no campo de defesa e criou suas duas únicas chances em lances de bolas paradas. Mas, aos poucos, a melhor organização tática do Paysandu falou mais alto, além do desgaste azulino por ter um homem a menos em campo.

"O torcedor sai triste pela desclassificação, mas satisfeito pelo empenho do time. Parabéns ao Paysandu, que venceu pela maior qualificação tática nos dois jogos", afirmou Agnaldo.

O comandante bicolor foi de opinião e postura semelhantes. Ao mesmo tempo em que elogiou o adversário, Mazola Júnior salientou que a vaga foi conquistada em 180 minutos, e que ontem foi o complemento do objetivo traçado. "Nos dois jogos, o Paysandu foi merecedor da vaga na final."

O treinador do Papão elogiou demais o que foi feito nas duas partidas, em especial como se portaram as duas equipes. Mesmo com algumas jogadas mais ríspidas e expulsões, o saldo foi considerado bom por ele em todos os aspectos, inclusive no disciplinar. "Foi uma semifinal espetacular, para reerguer o futebol paraense. Sem violência, com torcida, bom futebol. O maior vencedor foi o futebol paraense. O Paysandu vai representar muito bem o estado na final da Copa Verde".

No jogo de ontem, prevaleceu a tensão pela espera do resultado final até o último minuto. Um lado torcendo para que a vantagem construída uma semana antes fosse confirmada, o outro por uma reviravolta que a cada minuto parecia mais improvável a cada minuto que passava.

Se o primeiro tempo teve poucas chances, o segundo foi mais pródigo nesse sentido. Aos minutos, depois de escanteio da direita, o centroavante Leandrão mandou de cabeça e o goleiro Matheus fez grande defesa. Sete minutos depois, o mesmo Leandrão cobrou falta de longe, com força, para mais uma defesa do camisa 101 do Papão.

Aos poucos o Paysandu foi tomando conta do jogo, mas desperdiçava ataque atrás de ataque com toques precipitados. Somente com a entrada do jovem atacante Leandro Carvalho é que chegou a levar perigo. Em especial, aos 29, quando ele livrou-se o marcador e chutou no canto, na trave. Depois disso, o time bicolor fez a bola correr e o azulino já não tinha mais forças para tentar o gol salvador.

**Fonte JAmazonia

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