Em mais um treino secreto antes da final do Parazão 2011, o técnico do Paysandu, Roberto Fernandes, colocou todo mundo para ensaiar uma possibilidade que nenhum jogador, seja qual lado for, quer ver pela frente: a decisão por pênaltis. Como há igualdade de condições entre os dois times, mais um empate leva a decisão para a 'marca da cal'. Quem ganhar, obviamente, leva o título.
'Vamos deixar isso para os dois últimos trabalhos. É um treino muito diferenciado, específico e que será feito na véspera', comentou o técnico bicolor na quinta-feira. De fato, ontem, Mangueirão, foi o primeiro dia de trabalho nesse sentido. Depois de um breve coletivo - mais uma vez cheio de variações - ele colocou todo mundo para cobrar pênaltis. Quem levou a melhor entre batedores e goleiros? 'Não sei. Quem tem esse controle é o Roberto. Eu fui mais ou menos', afirmou o zagueiro Hebert.
Os bicolores até brincaram com o fato das penalidades trazerem mais emoção e dramaticidade para as decisões, mas lembraram que isso só vale para quem está do lado de fora. Para eles é o ápice do sofrimento dentro de campo. 'É emocionante para a torcida, para a gente não. Estamos preparados para vencer no jogo. Se for dessa forma estaremos bem preparados, já que treinamos esse fundamento', disse o meia Andrey. 'A gente tem que treinar porque pode acontecer. Logicamente não queremos, mas estaremos prontos', completou Hebert.
Para os bicolores o conforto é que nas três últimas vezes que o Papão decidiu um título nas penalidade saiu de campo com a taça na mão. A mais lembrada, justamente, foi a Copa dos Campeões de 2002, maior conquista de um clube do norte. Em 2005 o Paysandu ganhou os dois turnos sobre o maior rival nas penalidades. No ano seguinte os turnos também foram resolvidos dessa forma, mas cada um indo para um time diferente. No primeiro deu Papão sobre o Leão Azul, num 4 a 3 após empate sem gols. No returno Castanhal e Ananindeua ficaram no 1 a 1 e o Tartaruga venceu por 7 a 6 nas penalidades. Nas finais o Paysandu venceu a primeira por 2 a 1 e o Ananindeua a segunda por 3 a 2. Nos pênaltis, goleada bicolor de 4 a 1.
O volante Álisson é outro que não quer pensar nessa possibilidade, mas se diz pronto. Ele e o elenco. 'Quem é jogador tem que estar preparado para todas as situações. Caso aconteça estaremos preparados.
**Fonte JAmazônia
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