Técnico Sidney Moraes promete um time jogando pra frente, mas com forte marcação no meio-campo
Sidney Moraes, agora treinador do Paysandu, foi um meio-campo com relativo sucesso. Ele foi jogador de grandes clubes, como o São Paulo-SP, em uma passagem marcada pela conquista do título paulista da temporada 1998. Sidney ainda defendeu equipes do porte de Fluminense-RJ e Sport-PE. No clube carioca, foi campeão estadual em 2002. Em Recife, festejou duas vezes: foi campeão estadual e da Copa do Nordeste, em 2000. Ele ainda jogou em times de Portugal e Emirados Árabes. Encerrou a carreira no Boa Esporte-MG, em 2011.
Foi no próprio Boa Esporte que Sidney iniciou a carreira de treinador de futebol, poucos dias depois de pendurar as chuteiras. Começou como auxiliar do então treinador Nêdo Xavier e, com a demissão de Nêdo, dirigiu a equipe interinamente. Na temporada seguinte, foi efetivado no cargo. Permaneceu até abril de 2013. No mesmo ano, assumiu o Icasa-CE. No sertão cearense, teve a maior projeção na carreira. Na disputa da Série B, fez uma campanha segura e quase leva o time do interior do Ceará para a primeira divisão. O Icasa-CE foi o quinto colocado da Série B de 2013.
Após a ascensão, viveu momentos delicados. Sidney Moraes chegou a assinar contrato como treinador do Avaí-SC, mas uma reviravolta ocorreu e ele acabou aceitando uma proposta financeira, tida como superior, da Ponte Preta-SP. No entanto, foi demitido em janeiro, após apenas três partidas comandando a equipe do interior paulista. Depois da frustração, passou pelo Vila Nova-GO, novamente com uma passagem curta: ficou por apenas oito partidas e o time foi um dos rebaixados à Série C desse ano. Em maio, foi contratado pelo Náutico-PE. No clube pernambucano, além da questão técnica, teve que agir como um psicólogo em função da grave crise financeira estabelecida, que resultou em salários atrasados. Não suportou muito tempo. Ficou no Timbu por 10 jogos, tendo um aproveitamento regular: quatro vitórias, um empate e cinco derrotas. Depois da experiência, foi contratado pelo Paysandu.
Como você encara esse desafio no norte do Brasil?
Quero fazer um bom trabalho. O Paysandu é um clube que tem história e venho com imensa vontade de ajudar o clube nas missões que foram apresentadas para o ano de 2015.
Como você gosta que o seu time atue?
Tem que fazer gol. Buscar o gol. É claro que essa proposta depende do que você tem com relação aos jogadores. Mas eu penso que a melhor coisa que se tem é o gol!
Uma das forças do time é o meio-campo...
Eu gosto de um time que joga. Gosto de um time que coloca a bola no chão, marque forte, afinal tem que marcar, é assim o futebol moderno. Ao mesmo tempo, estamos montando um time que tem qualidade. Nós temos jogadores tecnicamente acima da média. Eles fazem com que a bola realmente chegue. A gente tem um meio-campo muito bom, com jogadores de muita qualidade.
E o que falar do futebol local, precisamente do Campeonato Paraense?
Sou novo, é um desafio, mas já tenho algumas experiências. O que queremos é conquistar o campeonato, para valorizar aquele momento em que você se dedicou. Sei que é um campeonato competitivo e o Paysandu precisa lutar, contra campos pesados e contra os adversários.
Como você avalia a preparação realizada até agora?
Avalio de forma positiva. Os jogadores estão melhorando a sua condição física e estão se conhecendo, o que é mais importante. Estamos montando um grupo, e todos vocês sabem que início de trabalho não é fácil, o entrosamento pior ainda... Acho que esses dias foram proveitosos.
**Fonte JAmazonia
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